Gula não é só sobre comida. É sobre vazio. Era fim de tarde. A cozinha estava silenciosa… mas a cabeça não. Não era fome. Era cansaço. Era stress. Era solidão. Era aquele vazio difícil de explicar. Durante séculos, a gula foi tratada apenas como falha moral. Um dos “sete pecados capitais”. Algo a combater com força de vontade e vergonha. Mas hoje sabemos que comer além da fome física é, muitas vezes, uma tentativa de regular emoções. A pergunta deixa de ser: - “Porque é que comes tanto?” E passa a ser: - “O que está a tentar ser acalmado dentro de ti?” A ciência explica-nos que existem circuitos cerebrais de recompensa, hormonas como a leptina, a grelina e o cortisol, e contextos de stress que influenciam o nosso comportamento alimentar. Mas há algo ainda mais profundo: a alma humana tem sede de sentido, de descanso, de amor. Muitas vezes, a comida torna-se anestesia. Um alívio rápido para um barulho interno que não sabemos como silenciar. Mas o que a alma realmente procura não está no armário da cozinha. Está nos braços do Pai. Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28) Ele não diz: “Organiza-te primeiro.” Não diz: “Controla-te e depois vem.” Ele simplesmente diz: “Vem.” A gula pode ser pecado, sim — quando colocamos a comida no lugar que pertence a Deus. Mas a resposta não é culpa. É relação. Não é vergonha. É restauração. Como escreveu Santo Agostinho: “Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti.” Talvez hoje não precises de mais disciplina. Talvez precises de descanso. Talvez precises de entregar a Deus aquilo que tens tentado carregar sozinha. Há vida, paz e liberdade em Jesus. Encontra Esperança. Hoje. Já fazes parte da nossa comunidade? Segue-nos no Instagram! @rtmmulheresesperanca Esperança para as mulheres de todo o mundo e através das gerações. Produção: RTM, a Rádio de Portugal
ME – 7 Pecados Capitais - Gula.
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